Na aula de hoje, 28 de outubro,
falamos, entre outras coisas, sobre a leitura de imagem. Vimos que o termo
linguagem é impreciso. Por isso, os estudiosos usam a expressão modo de
representação, e não linguagem visual, quando tratam de imagem. Além disso, os
signos não são as coisas, mas representações das coisas. Toda representação
serve para expressar algo, seguindo diferentes modos. Assim, podemos falar de
modos de expressão, já que tudo aquilo que é representativo também é
expressivo.
No caso da leitura de texto e
imagem, devemos começá-la pelo layout
– o uso dos espaços tipográficos. Podemos sugerir uma hierarquia para as
informações, dando-lhes maior ou menor destaque (saliência), como no recorte da
homepage abaixo (imagem 1).
| Imagem 1: Disponível em: http://www.msn.com/pt-br/?ocid=mailsignoutmd&AR=1 |
Cada modo de representação tem um affordance (aptidão). Por exemplo, as
palavras são boas para narrar o
mundo; a imagem é boa para mostrar (ilustrar)
o mundo.
| Imagem 2: Disponível em: http://www.ufrgs.br/biologiacelularatlas/morfo5.htm |
A abordagem semiótica, cujo
precursor foi Roland Barthes, é uma possibilidade teórica para a leitura de
imagem. Essa abordagem trabalha, principalmente, dois níveis de leitura:
denotação e conotação. A denotação consiste na mensagem icônica, isto é, na
identificação de elementos perceptíveis na imagem (cores, formas, texturas,
etc.), que portariam uma mensagem.
![]() |
| Imagem 3: Silhuetas de homens e de mulheres, aparentemente, jovens, cujas mãos erguem em direção aos céus. Há pouca luminosidade, o que sugere o crepúsculo vespertino. |
Como podemos notar, as imagens não
dizem tudo. Em muitos contextos, elas podem precisar do apoio do verbal. Esse é
o caso das diferentes leituras da imagem 4 acima.

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