Na aula de
hoje, 21 de outubro, respondemos, em grupo, à atividade de revisão a seguir.
1) Aponte
as principais semelhanças e diferenças entre texto e hipertexto, dividindo-as
em três categorias: 1) sua constituição; 2) questões referentes à leitura; 3)
questões referentes à sua produção para fins educacionais, tanto para o ensino
quanto para a aprendizagem.
TEXTO
– HIPERTEXTO
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Semelhanças
(texto e hipertexto)
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Diferenças
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Texto
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Hipertexto
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Constituição
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multimodal
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unidimensional;
sequencial.
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multidimensional;
descentralizado (rede);
links.
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Leitura
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pressupõe um leitor;
não linear;
processamento cognitivo;
“controlada” pelo leitor.
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facilidade de acesso a outros
textos
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Educação
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pressupõe objetivos
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tipos de links
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2) Qual
a relação entre internet, web e hipertexto?
Podemos dizer
que há entre a internet, a web e o hipertexto uma relação de dependência, já
que o hipertexto, como um sistema aberto, formado por textos associados de modo
não linear e/ou descentralizado, precisou do advento da internet para existir.
No início, o hipertexto – que, na verdade, era um sistema de indexação de livros
de modo não linear, para fins pessoais – idealizado por Vannevar Bush dependia
de microfilme (sistema fechado). Com o surgimento da internet foi que TedNelson desenvolveu o hipertexto baseado em computador, aliás o próprio Ted Nelson
foi quem cunhou o termo hipertexto em um artigo, que tratava de seu projeto
Xanadu, que, por sua vez, é tido como o precursor da web. Xanadu foi idealizado como um sistema aberto, ou seja, no qual
todo o seu conteúdo poderia ser acessado de maneira não hierárquica.
3) Quais
as principais funções dos links? Dentre as funções chamadas retóricas, quais as
que vocês percebem como as mais importantes ou mais usuais?
Há duas
funções principais para os links: a função retórica e a função estrutural. Dentre
os links cuja função é retórica, as mais comuns são: ampliar, induzir e
ilustrar, entretanto, não necessariamente nessa ordem.
4) Sobre
os chamados gêneros digitais, apresentem a(s) definições de gêneros que
perceberam ser mais produtivas para suas pesquisas/atividades com as linguagens
no meio digital. Com base nessa(s) teoria(s) façam um elenco de gêneros
digitais, justificando cada um dos gêneros elencados mediante um enquadramento
teórico.
Em se tratando de gêneros digitais, o que
percebemos é que a filiação teórica de cada autor apresenta pontos de vista diferentes
a esse respeito. Dentre eles, salientamos o de Araújo (2014). Para o autor, não
há uma categoria de análise que possamos chamar de gêneros digitais, pois, em
sua visão, os gêneros atendem a demandas de uma dada esfera de atividade humana
(direito, literatura, pedagogia, jornalismo, etc.), não sendo possível
caracterizarmos a internet como uma esfera de atividade humana, mas como
um meio aglutinador das várias esferas de atividade humana existentes. Teríamos,
portanto, um meio digital, e não propriamente uma nova esfera de atividade humana,
que faça emergir novos gêneros, para atender suas próprias demandas. Desse
modo, concordamos com Araújo, quando ele propõe o termo gênero discursivo digital, para nomear os gêneros que aparecem no
meio digital, enfatizando, assim, que se trata de um gênero duma esfera discursiva
no meio digital, e que esse está sujeito aos limites e possibilidades inerentes
a esse meio. Essa posição não descarta as diferenças entre gêneros discursivos analógicos e gêneros discursivos digitais, mas enfatiza a nova modalidade
da comunicação feita para o meio digital. Por isso, Araújo aponta o processo de
reelaboração como o modo pelo qual os gêneros discursivos ascendem ao meio
digital, através de procedimentos como mashup
e remix, que resultam em gêneros discursivos
digitais híbridos.
Por motivos óbvios, descartamos a
possibilidade de elencarmos gêneros digitais.
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