sábado, 24 de outubro de 2015

Atividade

Na aula de hoje, 21 de outubro, respondemos, em grupo, à atividade de revisão a seguir.

 1) Aponte as principais semelhanças e diferenças entre texto e hipertexto, dividindo-as em três categorias: 1) sua constituição; 2) questões referentes à leitura; 3) questões referentes à sua produção para fins educacionais, tanto para o ensino quanto para a aprendizagem.

TEXTO – HIPERTEXTO

Semelhanças
(texto e hipertexto)
Diferenças
Texto
Hipertexto
Constituição
multimodal
unidimensional;
sequencial.
multidimensional;
descentralizado (rede);
links.
Leitura
pressupõe um leitor;
não linear;
processamento cognitivo;
“controlada” pelo leitor.

facilidade de acesso a outros textos
Educação
pressupõe objetivos

tipos de links

 2)  Qual a relação entre internet, web e hipertexto?

Podemos dizer que há entre a internet, a web e o hipertexto uma relação de dependência, já que o hipertexto, como um sistema aberto, formado por textos associados de modo não linear e/ou descentralizado, precisou do advento da internet para existir. No início, o hipertexto – que, na verdade, era um sistema de indexação de livros de modo não linear, para fins pessoais – idealizado por Vannevar Bush dependia de microfilme (sistema fechado). Com o surgimento da internet foi que TedNelson desenvolveu o hipertexto baseado em computador, aliás o próprio Ted Nelson foi quem cunhou o termo hipertexto em um artigo, que tratava de seu projeto Xanadu, que, por sua vez, é tido como o precursor da web. Xanadu foi idealizado como um sistema aberto, ou seja, no qual todo o seu conteúdo poderia ser acessado de maneira não hierárquica.

3) Quais as principais funções dos links? Dentre as funções chamadas retóricas, quais as que vocês percebem como as mais importantes ou mais usuais?

Há duas funções principais para os links: a função retórica e a função estrutural. Dentre os links cuja função é retórica, as mais comuns são: ampliar, induzir e ilustrar, entretanto, não necessariamente nessa ordem.

4) Sobre os chamados gêneros digitais, apresentem a(s) definições de gêneros que perceberam ser mais produtivas para suas pesquisas/atividades com as linguagens no meio digital. Com base nessa(s) teoria(s) façam um elenco de gêneros digitais, justificando cada um dos gêneros elencados mediante um enquadramento teórico.
     
      Em se tratando de gêneros digitais, o que percebemos é que a filiação teórica de cada autor apresenta pontos de vista diferentes a esse respeito. Dentre eles, salientamos o de Araújo (2014). Para o autor, não há uma categoria de análise que possamos chamar de gêneros digitais, pois, em sua visão, os gêneros atendem a demandas de uma dada esfera de atividade humana (direito, literatura, pedagogia, jornalismo, etc.), não sendo possível caracterizarmos a internet como uma esfera de atividade humana, mas como um meio aglutinador das várias esferas de atividade humana existentes. Teríamos, portanto, um meio digital, e não propriamente uma nova esfera de atividade humana, que faça emergir novos gêneros, para atender suas próprias demandas. Desse modo, concordamos com Araújo, quando ele propõe o termo gênero discursivo digital, para nomear os gêneros que aparecem no meio digital, enfatizando, assim, que se trata de um gênero duma esfera discursiva no meio digital, e que esse está sujeito aos limites e possibilidades inerentes a esse meio. Essa posição não descarta as diferenças entre gêneros discursivos analógicos e gêneros discursivos digitais, mas enfatiza a nova modalidade da comunicação feita para o meio digital. Por isso, Araújo aponta o processo de reelaboração como o modo pelo qual os gêneros discursivos ascendem ao meio digital, através de procedimentos como mashup e remix, que resultam em gêneros discursivos digitais híbridos.
      Por motivos óbvios, descartamos a possibilidade de elencarmos gêneros digitais. 

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