Na
aula de hoje, 04 de novembro, falamos sobre a abordagem sociossemiótica para a
leitura de imagem proposta por Kress e van Leeuwen.
A
abordagem desses autores foi inspirada na gramática sistémico-funcional de
Halliday. Donde, metafunções, tais como a representacional, a interativa e a
composicional, guiam a leitura de imagem.
A seguir, reproduzimos um quadro
expositivo para as metafunções.
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Halliday
(1978)
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Kress e van
Leeuwen (1996)
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Ideacional
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Representacional
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Responsável
pelas estruturas que constroem visualmente a natureza dos eventos, objetos e
participantes envolvidos, e as circunstâncias em que ocorrem. Indica, em
outras palavras, o que nos está sendo mostrado, o que se supõe esteja “ali”,
o que está acontecendo, ou quais relações estão sendo construídas entre os
elementos apresentados.
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Interpessoal
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Interativa
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Responsável
pela relação entre os participantes, em que os recursos visuais constroem “a
natureza das relações de quem vê e o que é visto” (KRESS e VAN LEEUWEN,
2006).
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Textual
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Composicional
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Responsável
pela estrutura e formato do texto, refere-se aos significados obtidos através
da “distribuição do valor da informação ou ênfase relativa entre os elementos
da imagem”.
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Fonte:
Adaptado de Fernandes e Almeida (s/d). Revisitando
a gramática do visual.
O
professor Luiz Fernando Gomes trouxe alguns exemplos, em que, supostamente, analisavam-se
imagens, como Abaporu, de Tarsila do Amaral. Notamos que, quase sempre, seus
proponentes se fixam naquilo que está disponível para todos, ou seja, naquilo
que é percebido na superfície da imagem. Donde a descrição de elementos
reconhecíveis como cores, formas, objetos, etc., sem, contudo, a partir daí
conseguirem extrair algum sentido além daquilo que os seus olhos veem.
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