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| No filme Matrix (1999), a personagem Neo (Keanu Reeves) é convidada a seguir o coelho branco. |
Se você já leu Alice no País dasMaravilhas, de Lewis Carroll, deve lembrar bem desta passam. Alice estava
entediada. De repente, cruza a sua frente um coelho branco. Cheia de
curiosidade, não porque ele tivesse belos olhos cor-de-rosa e soubesse falar,
mas porque ele tinha um bolso no colete e havia tirado um relógio dali, Alice se
pôs a segui-lo.
Você já sabe que tipo de “coelho branco”
anda seguindo ultimamente? Diante da tela do computador e conectados à
internet, parece-me que somos todos Alice. Nesse contexto, o nosso coelho branco
é o link. O termo “link” aqui significa ligar textos disponíveis em ambiente digital, associando-os uns aos outros, num
movimento de complementariedade.
Textos “linkados” formam aquilo que se tem
chamado de hipertexto*. Certamente, um hipertexto é algo bem mais complexo do
que essa estrutura básica, pois, para além de links e texto escrito, você poderá
encontrar uma variedade de elementos de linguagem (imagem, áudio, vídeo e
outros) na sua superfície.
No entanto, como Alice, o que mais deve lhe
interessar, neste momento, é seguir o coelho branco do hipertexto, ou seja, o
link, porque este, por mais comum que lhe pareça ser, pode atrai-lo para a toca dele, que pode parecer tão infinita quanto à do
Coelho Brando de Alice.
De
fato, como Alice, você pode ser convencido de que vale apena seguir este ou
aquele coelho branco só para ver onde isso vai dar. Desse modo, a presença de
links na superfície textual é fundamental para a caracterização e a definição do
hipertexto, pois eles representam as diversas possibilidades de associações
entre textos digitais (GOMES,2010). Por meio deles, você poderá traçar o caminho de leitura
que lhe parecer mais interessante seguir.
Assim, um hipertexto será tão extenso
quanto for a sua “curiosidade” para continuar seguindo os links. Os links potencializam
uma incrível variedade de possíveis trajetórias de leitura. E, por tudo isso, a partir de
agora, você não os verá como antes.
REFERÊNCIAS
*GOMES,
Luiz Fernando. O “Hiper” do Hipertexto. In: _____. Hipertextos multimodais: leitura e escrita na era digital. Jundiaí: Paco Editora, 2010, pp. 19-32.

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